Comecei a escrever isso no dia 18 de julho de 2007, em minha agenda. Bom, é uma lembrança e análise da gravação do disco "A Valsa de àguas Vivas". Queria ter escrito logo que o cd saiu, mas, poxa, eu demoro, né? Alguns anos depois está aqui.
Originalmente escrito no meu fotolog: http://www.fotolog.com/fsad
Ontem estava escutando o cd "A Valsa de àguas Vivas" e comecei a lembrar daqueles dias de gravações.
Eu queria anotar tudo e fazer um "storyboard", mas o que sobrou foram apenas algumas anotações em minha velha agenda.
O disco foi gravado no início de 2004. Ah, eu era o cara novo da banda, não em sentia muito à vontade para opinar nas músicas.
Tinhamos uma pré produção muito tosca, em que o Júlio não ouvia o baixo (eram demos tosquíssimas!). Me lembro que, depois de gravada minhas partes, ele disse: "Se soubesse que
tinha feito essas linhas de baixo, teria feito uma bateria diferente." Bom, mas aí já tinha ido!
O começo da gravação foi bem conturbada, pois perdemos 1 dia por problemas técnicoscom a Epiphone SG Gothic do Tyello (perder 1 dia de gravação é um baita dinheiro). Ah, o cd foi praticamente gravado com a
Epiphone Les Paul Custom do Marcelo. Essas guitarras já não estão mais com eles.
Ok, tudo pronto para gravar as guias. Eu toquei com o baixo do Fábio Sick Terror (um Rickenbacker bem "malhado"). Gravei em um rack PSA-1 da Samsamp. O mestrew Fernando Sanchez (ex- Dance of Days, Againe, Hateen, etc; atual CPM 22) deixou o timbre "bem na cara". Gostei Bastante.
Sei que foram dias e dias dentro do estúdio "El Rocha", ar condicionado no talo, eu comendo quase sempre sozinho no "Maha Mantra" (um fantástico restaurante vegetariano que frequento até hoje - os meninos não gostam do tom exótico do lugar).
Bom, como era meu primerio disco com o Dance of Days, quis fazer algo diferente. Inventar, trabalhar, sei lá... Fazer uns baixos diferentes. Acho que todas as músicas tem frases de baixo legais, e eu estava mais preocupado com isso do que com a música em si. Não, eu não concordo com isso
e agora me preocupo mais com o conjunto todo, mas como eu era meio tímido para dar sugestões nas canções, eu opinava do meu jeito, tocando algumas linhas mais trabalhadas.

Tyello, Fernando e eu no Estúdio Rocha. Começo do ano de 2004
Bom, como era meu primeiro disco com o Dance of Days, quis fazer algo diferente. Inventar, trabalhar, sei lá... Fazer uns baixos diferentes. Acho que todas as músicas tem frases de baixo legais, e eu estava mais preocupado com isso do que com a música em si. Não, eu não concordo com isso
e agora me preocupo mais com o conjunto todo, mas como eu era meio tímido para dar sugestões nas canções, eu opinava do meu jeito, tocando algumas linhas mais trabalhadas.
- "Um dia Comum" segue bom isso.
- "Adeus Sofia" é mais contida, mas me inspirei em algumas pulsações de Jason Black (http://www.hotwatermusic.com/) para tocar a base. Até hoje gosto de tocar essa parte "marchando". Acho que é a música mais "das massas" no cd, com bastante refrão.
- "Vai Ver é Assim Mesmo" ... me lembro de voltar do almoço (eu demoro muito para comer) e o Badauí já tava lá cantando. A música encaixou bem com a voz dele. Era para ser mais Lifetime (http://www.lifetimenj.com/), mas ficou com uma cara mais Califórnia, "Face To Face" (http://www.facetofacemusic.com/). Gosto do tom "Hardcore Melódico" dela, contrastando com os gritos no final. A linha de baixo é uma das minhas preferidas.
- "Os Funerais do Coelho Branco". Sim, uma das minhas preferidas. Gosto muito da letra (http://www.antimidia.com.br/letra.php?musica=23), muito mesmo, gosto da melodia. Essa música tem uma pulsação meio U2 (http://www.u2.com/) "With or Withoutyou" (http://www.youtube.com/watch?v=yEfSnjL0pd8), meio Adam Clayton (http://pt.wikipedia.org/wiki/Adam_Clayton), baixista de muito bom gosto. Nessa música o Nenê gravou uma guitarrinha bem aguda na parte "Sabe hoje talvez passe aquele filme que eu gosto tanto" e eu gravei uma guitarra base.
"A Valsa de Águas Vivas"... A música não tinha introdução, começava direto: "faria tudo outra vez...". Guitarras, baixo, bateria e voz... Aí o Fernando, só para ouvir a "cozinha", deixou tocando um compasso de baixo e bateria e depois abriu as guitarras. PÁRA TUDO! É ISSO AÍ. Começar com a linha de baixo e bateria, ficou ótimo, "quase sem querer", hehe. Daí que surgiu a introdução da música. E acho que fui feliz com essa introdução de baixo. Ah, só para citar, um dos momentos mais emocionantes com o Dance of Days foi por causa dessa introdução. Estávamos para começar o nosso show no SP Pró HC (que ocorria no finado KVA). Quem foi sabe como era. Dois palcos, quando acabava um show, começava outro logo em seguida no outro palco. Eu passando o som do baixo, comecei a tocar "a Valsa...", aí já tinha muita gente na frente do palco, e elas começaram a cantar a música, me acompanhando. Foi foda!

Eu e o Tyello. A Valsa de Águas Vivas Tour.
- “Dorian”. Dorian não tinha uma introdução. Fui para casa e saiu aquela intro de guitarra. Não sei da onde tive a idéia, mas basicamente é uma brincadeira com acordes, com uma subida para o canto.Ah! A gente nem toca essa intro, acho que os caras não gostaram, hehe. Tem uma guitarra imitando um violino mais grava (ou uma viola de uma orquestra) que fiz brincando com o potenciômetro. É, foi uma boa experiência no Estúdio. 'Estamos fora do ar temporariamente'.
- “Quando o Sol Aquece Sementes Mortas” já existia antes de eu voltar para a banda. Essa música tem um clima bem 'pesado', dezesperado. Pena que a gente toca ela poucas vezes.
- “Um Canto Para Caronte” segue um pouco desse clima, mas acho ela menos 'urgente' e mais poética, saudosa. Gosto bastante.
- “Antítese” tem o apelido de Promise, por causa do Promise Ring (http://www.jadetree.com/bands/artist/the_promise_ring) e “Nada Demais”de Weezer (http://www.weezer.com). Antítese tem um baixo que dá um trabalho... uma mistura de Jason Black
(http://www.hotwatermusic.com) com 'Stranger Than Fiction' do Bad Religion (http://www.badreligion.com.br). Nada Demais é um College Rock. Nela, gravei uma guitarra base.
- “Trabalhando em Um Bom Título...”. Outra das preferidas. A combinação Tyello/ Nenê nunca falha. Sempre resulta em minhas músicas favortias. Isso aqui me toca:
'Quem sabe desta vez eu consiga explicar
o que nunca soube dizer...
consiga te mostrar que o vazio que deixou em mim
me deixa sem forças.
Quem disser que a solidão
não planeja seus golpes
desconhece-lhe os fins.
As esperanças que plantei
só me trouxeram cortes
com tantos espinhos.'
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=27766264
- E “A Vitória ou Coisa Que o Valha”... é uma música para cima, alegre, meio subversiva e revolucionária. Alegre. Sei lá, me lembra Chumbawamba (http://www.chumba.com) e hoje em dia, International Noise Conspiracy (http://www.internationalnoise.com). A primeria versão não fui eu que gravei. Era uma versão só para internet. Refiz a maioria dos baixos para a versão do Cd. Umas linhas meio Ska, sinuosas, gosto. É, para dançar a Dança dos Dias!
"A VALSA DE ÁGUAS VIVAS" DISPONÍVEL PARA DOWNLOAD AQUI: http://www.tramavirtual.com.br/dance_of_days