Família Lima

Clássico / Rock / Eletrônico / Jazz


PERFIL

Tomando como base a obra homonica do alemão Carl Orff, a banda selecionou dezoito faixas desta cantata de 1937 e, a partir de sua partitura original,inseriram elementos do rock, jazz e música eletronica.


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<<JANEIRO - 2009>>

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NOV
17

ESCRITO POR LUCAS LIMA

Nos olhos dos outros...

Eu já citei em posts anteriores o quanto eu acho importante a gente se manter firme no que faz e não ligar para as críticas não-construtivas que aparecem, principalmente na era do “crítico-anônimo” que vivemos na internet. Neste fim de semana, vi algumas coisas que exemplificaram isso de maneira extremamente clara e facilitam explicar e explicitar os absurdos que algumas pessoas conseguem escrever.

Ouvi muuuuito (como todo mundo) falar da Maisa. No sábado à noite, antes de assistir ao UFC 91 (que por sinal foi animal!), eu e meus amigos entramos no Youtube e ficamos trocando dicas de vídeos e dando risadas, até que alguém sugeriu de olharmos vídeos da Maisa. Não preciso nem dizer que rachamos o bico de rir, até porque a guriazinha é inacreditável! Divertida, espontânea, irônica, sarcástica, sarrista... Metade dos apresentadores de humor na TV brasileira não tem a rapidez nem as sacadas que ela tem. Depois de rir muito eu caí na besteira de olhar os comentários dos vídeos...

Meu, me choquei! Pessoas dizendo coisas do tipo ”essa menina se acha”, “como ela é metida”, “ela diminui as pessoas porque é famosa”, “ela despreza os pobres”, até o absurdo de “ela não é de Deus”!!!  Fiquei de queixo caído!! Isso sem citar os comentários de cunho sexual...

Como assim? A guria tem meio ano de idade, gente!!! Como pode uma pessoa que nem é pessoa ainda ser má desse jeito? Como ela pode “se achar”, se ela mal e mal tem consciência de que está no mundo? É UMA CRIANÇA!!!!! UM BEBÊ!!!!

Como um ser pensante pode entrar num site e comentar este tipo de coisa sobre um bebezinho??? Não costumo ser muito sentimentalista, mas isso me deixou chateadíssimo. Como eu já falei, com a liberdade e o poder que cada um tem com a internet, é muito triste ver que a essência de grande parte das pessoas é má, pois essa é a única explicação que eu vejo para um troço desses.

Tchê, pára pra pensar! A gente sempre tem que garantir que os pensamentos que surgem nas nossas entranhas passem pelo filtro do cérebro antes de ir pra boca, senão a gente fala merda!! Ficar dizendo que a guriazinha não é de Deus? Quem fala um lance desses é que não é de Deus! Cuidado, pois você pode vir a ser julgado com a mesma severidade com a qual julgou...

Mas o que isso tem a ver diretamente comigo? Ou com vocês? O que tirei de bom pra mim deste episódio?

É o seguinte: como é que eu posso perder meu sono quando vejo algum absurdo escrito sobre mim na internet, se pode ser esse tipo de pessoa quem está escrevendo? Por acaso é a opinião de pessoas que dizem “a Maisa é metida” que vai me incomodar, me tirar o sono? Fala sério!

Se a pessoa não sabe, não conhece quem está falando mal dela, não pode se deixar atingir, até porque não temos idéia de que tipo de imbecil está escrevendo! Às vezes pode até ser uma pessoa inteligente e cuja opinião vale a pena ser levada em conta, mas até que tenhamos a chance de trocar uma idéia com a pessoa e realmente ter certeza de que é uma opinião válida, descarta!! Mas não vale usar isso só pra opiniões negativas não. Elogios podem ser tão infundados como as críticas, por isso, cuidado para não acreditar em tudo de bom que falam de você e descartar tudo de ruim. Aí é fácil demais, não é?

Isso não é reação nenhuma a nada específico que alguém tenha escrito sobre mim nem sobre ninguém. É apenas uma dica que eu acho válida pra todo mundo, pois sempre tem alguém no colégio, faculdade ou emprego que fala mal da gente e nos deixa mal pra caramba, e eu acho que não podemos deixar esse tipo de coisa os atingir. É claro que tem um abismo enorme entre ter essa consciência e realmente não se abalar. Mas se racionalizarmos isso, já ajuda a prevenir um pouco, pelo menos. Para mim, isso é um exercício diário e já me ajudou (e muito) para relevar algumas bobagens.