ESCRITO POR
BRUNO PRIETO
Café do Bruno
03-09-08 Piraju, SP. Do barco ancorado margeando o bar onde iríamos
tocar, do barco/camarim que deixou em mim profunda impressão boa
daquelas águas escuras e silenciosas naquela noite, naquele breu,
naquele show de arrepiar os cabelos. Além de termos um conhecido e
ex-funcionário de Piraju, muito famoso por sua imitação do cantor
Daniel, ainda tive a oportunidade de ver uma placa de trânsito muito
interessante que permite o condutor estacionar à 45° da calçada. 45°?
Isso mesmo. Tirei foto e coloquei no extemporâneas porque acho por
demais relevante registrar as nossas diferenças e nossas improvisações
no que tange às leis e a conduta moral dos brasileiros, nosso jeitinho
não é mero adjetivo, é algo que nós deveríamos usar com muito talento,
esse jeitinho...
O show foi de arrepiar, como eu disse mais cedo. Não posso reclamar de
nada, mas posso dizer algo para abrir a cabeça de quem quer falar
comigo durante um show, principalmente em um show com palco tão baixo e
tão próximo da platéia. É uma delícia, é muito intenso e saudável tocar
assim, mas não dá pra bater papo no meio das músicas e durante a
performance. Em estado de concentração, como em um ato de amor ou de
sono, não pensamos, agimos. Eu não sei o que responder durante um show,
não ouço porque uso fone de ouvido como retorno para cuidar da minha
audição e, acreditem, gostaria muito de atender à todos, mas não
durante o show. O relevante é o show e eu estou lá buscando ser
relevante, levando música pra quem quer ouvir música. É uma
relação/ralação. Não é fácil agradar mas é mais difícil ainda tocar e
falar. Acreditem.
Axé
http://extemporaneas.k6.com.br