Nene Altro

Rock


PERFIL

Nenê Altro. Figura carimbadissima na cena punk (rock) paulistana, Fábio Luiz Altro encarnou completamente seu personagem e a midia o transformou.


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<<OUTUBRO - 2008>>

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OUT
24

ESCRITO POR NENÊ ALTRO

O Vampiro e o Helianto




"Ela - Ei Lucien, não vá morrer,
que espero-te com os pés
transformados em raízes
pelo tempo em que me alimentei de lágrimas
e do orvalho, meu ópio,
que ainda me faz esquecer da dor
de querer-te qual antes
quando hoje passo as horas feito tolo
seguindo o curso do sol.

Ele - Se amanhece,
aqui estou a selar tua fonte
com o beijo que marca que te protejo.
Ela - E, se escurece, me falta tanto um rumo
que me perco em memórias
de como passei, oh Lucien,
a ver meus dias qual tua sombra eterna
e minhas noites qual, de teus caprichos,
amaldiçoada viúva.

Ele - Por isso me recuso a deixar-te partir assim,
feito poeira nos bancos,
quando a chuva vem e canta seu desepero
sobre esse inferno em que, morto,
Fevereiro, se fez perecer.
Ela - Não aceito Lucien,
não me peça que te deixe partir
ou ao menos não me deixa aqui feito flor triste...
Ele - Não me deixa...
Ela - Não me deixa aqui se sei que não vens...
não me deixa ao sol e sem meu vampiro..."

http://tramavirtual.uol.com.br/mp3PlayerW.jsp?id_musica=165016


Te prometo estar sempre por aqui.




ESCRITO POR NENÊ ALTRO

Canções Proibidas




Esse vai ser o nome do nosso DVD, gravado dia 4 de Outubro no Hangar 110. Escolhi esse nome por vários motivos. O primeiro é o link com a proposta do Insônia 2008, da própria música, banner, artwork e etc. E o segundo, e mais importante, pelo que o Dance of Days representa em nossas vidas e na vida de vocês.

Quando uma pessoa entra para nossa frequência não é como gostar de qualquer banda. A gente forma um elo. Músicas despencam nas rádios aos montes e são esquecidas da mesma maneira que são decoradas. E com a gente não. Talvez seja isso que tenha impedido a gente de conquistar os lugares em que vivem colocando barreiras a nossa frente. Medo? Falta de controle? Sei lá...

Só sei que eu vejo gerações e gerações de fãs fiéis em todos os shows. Gente que cresceu ouvindo Dance, cantando as Canções Proibidas, que hoje tem outros rumos, que já tem filhos, mas que tem a gente guardado em um pedaço de seus dias. E isso tem a maior importância do mundo pra gente.

Pois somos todos apanhadores no campo de centeio, somos Caulfields, Gregor Samsas, as luzes pra brilhar no meio dessa escuridão. Somos uma só voz, uma só frequência. E cantamos o que muitos rejeitam, o que muitos falam mal, o que muitos tem medo, mas o que só nós sabemos o quanto faz o sangue pulsar em nossas veias.

Acordem crianças.

As CANÇÕES PROIBIDAS serão cantadas por nós.

Por todos nós.

Força sempre!

Nenê Altro